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Bardana, lírio do brejo, boa companhia...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

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Ando meio distante da cozinha, distante do blog... No sábado passado nos visitou o Gabriel, meu querido professor do SENAC. A partir desta visita surgiu um leve movimento de retorno às panelas. Cozinhamos juntos. Uma delícia!

A entrada foi bardana (quase um kimpira gobo - sem cenoura) refogada no shoyu, sakê e gergelim. Foi a primeira bardana que usei do canteiro. Ela não cresceu o esperado - talvez porque não tenha dado tempo suficiente ou o canteiro deva ser mais alto. Aqui o link para a saga completa. Como são 60 pés, vou usando aos poucos e acompanharei o desenvolvimento. Já tenho idéias alternativas para novas experiências de plantio para a próxima safra.


O prato principal foi uma ripa de costela assada no forno com papel alumínio em fogo baixo por 03 horas. Nunca tinha feito ripa no forno, ela é bem gorda... ficou super macia, mas ainda prefiro na churrasqueira, fica menos pesada.

Acompanhando a costela, um prato inusitado: massa feita em casa (pelo Gabriel) no pesto de espinafre e raiz de lírio do brejo. O desafio era pensar em um prato salgado com a raiz do lírio do brejo. Foi divertido fazer. Ficou gostosa, mas ainda deverá ser aprimorada. Fomos comedidos na raiz, poderia ter mais. O lírio do brejo é um ingrediente bem intenso. Como muito bem colocou o Gabriel, no começo é floral, depois fica amargo e por fim é picante. Uma abundância de sabores em um pequeno naco de raiz. O laboratório com o uso de alimentícias não convencionais seguirá, foi o desafio proposto ao Gabriel que levou para casa um bom pedaço da raiz.
O pesto usado foi básico: espinafre, um dentinho de alho, parmesão, azeite de oliva, nozes pecãns. A raiz de lírio do brejo foi fatiada em lascas finas, levemente refogada.


Para finalizar, doce de leite, queijo e nozes... sobremesa de última hora para acompanhar o cafezinho.

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4 comentários  

Presença e Amor

quinta-feira, 5 de julho de 2012

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"Num tempo longínquo, 20 anos atrás, no auge da minha juventude, vivendo intensamente, apoiada por todos ao meu entorno... Vivi em ambiente de plena confiança, onde meus pais apoiaram as maiores loucuras aos olhos do mundo. Esta dedicatória no livro retrata uma época em que eu, recém chegava da Índia, buscava intensamente... caminho que hoje me faz, 20 anos depois, traçar as palavras ao inverso. Hoje eu digo: presença de sempre, apenas presença! Amor"

Hoje escrevo no blog um texto que foge um pouco aos posts que normalmente publico.

Em abril de 2011, escrevi um texto sobre um legado da família que muito contribui para o meu amor pela cozinha. Falei sobre o amor do meu pai pela cozinha e sobre o livro que ele escreveu: Machão de Avental.

Em janeiro deste ano falei sobre alimentação e a relação da alimentação com casos de câncer. Link aqui.

Pois é, meu querido pai recebeu o diagnóstico de câncer em dezembro de 2011 e faleceu na semana passada em Florianópolis. Foram 06 meses muito intensos que pareciam estar em outra dimensão. Nos últimos dois meses suspendi alguns projetos (incluindo o Daqui), estive menos na cozinha, cozinhei mais em Florianópolis do que em Viamão.

Hoje resgato o livro "Machão de Avental". Dele retiro o texto onde o pai fala do amor pela cozinha, traçando palavras que descrevem cuidado, descrevem transbordar. E isso me toca! Sou grata!



Devagarito vou voltando, devagarito vou assentando e retomando as ações que ficaram suspensas.
Agradeço muito o carinho das pessoas queridas neste momento.

Com amor
Priya

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7 comentários  

Charque caseiro - como fazer

segunda-feira, 25 de junho de 2012

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Faz bastante tempo que estou para escrever este post. Em abril deste ano carneamos um boizinho aqui do sítio, vide link aqui.

Uma das formas tradicionais aqui no RS de armazenamento de carne é o charque. O charque nada mais é do que o processo de desidratação da carne através do uso do sal grosso.

Em abril mesmo, selecionei um bom pedaço de patinho para fazer charque. Deu certo! Da próxima vez farei mais quantidade

Eu busquei algumas dicas na internet para facilitar. Encontrei este vídeo.


Como fazer:
  • Limpar a carne
  • Cortar em mantas, tiras de uns 03 centímetros de espessura.
  • Forrar uma gamela, forma ou escorredor com sal grosso e colocar um pedaço da carne. Sal por cima, e mais uma manta. Mais sal e mais uma manta. Fazer isso e cobrir tudo com bastante sal.

Eu fiz no escorredor, depois li que não deve-se usar aluminio. A vantagem que encontrei no escorredor foi o fato de não acumular a água que vai soltando da carne. Coloquei uma bacia embaixo que deixou a água escorrendo constantemente. Usando gamela ou forma, a água deve ser retirada de tempos em tempos.
  • A carne ficou no sal durante 04 dias. Sendo que eu trocava os pedaços de posição uma vez ao dia, passando os debaixo para cima. E completava o sal cada vez que era necessário.
  • Depois dos quatro dias a carne deve ser pendurada em local arejado, com sol e ventilado, com tela para proteger das moscas (eu não coloquei no sol direto, pois teria que levar para a rua e fiquei com medo que os cachorros pegassem - deixei dentro de casa em um lugar que pegava sol através da janela). Usei uma caixa telada para pendurar o charque.
  • Assim está até hoje e uso conforme necessidade.


O charque foi aprovadíssimo. Já li que ele pode ser conservado na geladeira. Como estamos no inverno, optei por deixá-lo pendurado na caixa telada. Ainda testando... e aprendendo.

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Creme de batata doce com gengibre e pimenta dedo de moça

quinta-feira, 14 de junho de 2012

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Sábado passado fui na feira e comprei muitas batatas doces. Estavam lindas e me deixaram com água na boca e desejo de muuuitas receitas. Amo batata doce!

Hoje resolvi fazer um creme de batata doce com gengibre e pimenta dedo de moça.

O creme ficou um espetáculo. A foto deixou a desejar. Não cheguei a pesar os ingredientes, mas vou explicar mesmo assim, pois é muito fácil e uma dica muito boa para o nosso inverno.

01 batata doce grande, era enorme, acho que vale por duas médias (comprei na feira ecológica)
01 copo de leite, mais ou menos 250 ml (Daqui)
O quanto baste de água para cobrir as batatas em cubos
1/2 cebola grande picada em pedaços grandes(da feira ecológica)
Sal marinho (da feira ecológica)
um bom naco de gengibre ralado, do tamanho de um dedão (da feira ecológica)
02 pimentas dedo de moça (da feira ecológica)
Nata para finalizar e deixar a textura mais aveludada, usei umas 04 colheres de sopa rasas (Daqui)

Cozinhar a batata doce picada em cubos de mais ou menos 2cm no leite e na água com a cebola e uma pitada de sal. Assim que a batata ficar macia, liquidificar ou bater com o mixer (usei o mixer direto na panela, bem fácil). Acrescentar o gengibre, a pimenta e ajustar o sal. Deixar ferver por mais uns minutinhos (de 03 a 05 está bom) para pegar os sabores. Acrescentar a nata. Assim que levantar fervura, desligar e servir.

Vale a pena mesmo. Fácil, nutritivo, saboroso. O Deva amou!

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Visita de professores da rede Municipal de Viamão

terça-feira, 29 de maio de 2012

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No sábado passado, 26/05, o sítio Arupa recebeu a visita de professores da rede Municipal de Viamão. Eu não estava por aqui, quem conduziu as atividades foi o Deva.

Pelos retornos que recebemos, foi bem legal. Esta visita faz parte de um projeto construido a partir da parceria da Prefeitura de Viamão com o Gaia Education e o Instituto Caminho do Meio. O curso proposto é inspirado no currículo do Gaia Education (site do gaia aqui) e a visita no Arupa funcionou como o fechamento das atividades. Onde os professores tomaram contato com a visão de mundo integral e formas circulares de relações.

O Deva mostrou o sítio, falou dos ciclos fechados, colocou em perspectiva a humanidade, apresentou o vídeo "Pale Blue Dot" (vale ver, link aqui) e convidou que cada um olhasse para o seu passo, tendo como foco a responsabilidade individual. Isso me reporta ao seguinte trecho do livro "Consciência e Abundância":

“A humanidade experimenta uma importante fase de sua história. Enfrenta problemas que podem causar a sua própria extinção. Efeito estufa, falhas na camada de ozônio, escassez de água doce, guerras, violência urbana, fome são alguns exemplos. Muitos se sentem impotentes diante de questões tão graves. Entretanto, esta situação foi criada pelos comportamentos cotidianos dos seres humanos. Logo, são as nossas atitudes diárias que precisam ser modificadas.“  (Silva, 2006)

A foto acima foi enviada pela professora Silvana Gattino, da Escola Zeferino, que nos enviou uma mensagem super carinhosa de agradecimento e nos cedeu a foto para publicação.

Muito bom poder ter o Arupa se abrindo para novas relações e novos fluxos sustentáveis. Novamente surge o tema: relações humanas sustentáveis (já falei um pouquinho sobre isto aqui).

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