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Almoço do dia das mães

segunda-feira, 9 de maio de 2011

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Ontem foi o dia das mães e minha querida mãe pediu um almoço de presente. Desta forma, eu e minhas irmãs que moram em POA providenciamos para ela. Montei um cardápio bem bacana para surpreendê-la. Foi muito legal!

Petiscos:
Espetinhos de paneer grelhado, melão e presunto de parma com geléia de laranja azeda e pimenta

Entrada:
Tatare de tainha com azeite de manjericão

Prato principal:
Codornas desossadas recheadas com couscous marroquino e molho de cachaça de butiá
Purê de aipim com alho poró e berinjela tostada
Aspargos no ghee

Sobremesa:
Creme Bruleé com figo cristalizado e suspiros da vó Izar

A notícia ruim do dia foi que minha máquina fotográfica estragou, a boa foi que minhas queridas irmãs tiraram fotos. Me comprometo de, do decorrer desta semana, compartilhar algumas das receitas aqui no blog. Começando pelo azeite de manjericão que é maravilhoso!

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Tartare de tainha com folhas de rúcula

sábado, 30 de abril de 2011

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Semana de peixes. Me dou conta que, como a maioria dos gaúchos, não fui acostumada a comer peixe, muito menos fazer. Nesta semana, aprendi muitas coisas sobre peixes e frutos do mar e fiquei encantada. No últimos meses, ouvi falar de um famoso peixe vindo do Vietnã, chamado Pango. Me pergunto, qual a necessidade do povo brasileiro consumir um peixo gordo, criado em cativeiro, congelado, que percorreu muitos quilómetros para chegar aqui? A nossa orla é enorme, temos a possibilidade de comer diversos tipos de peixes e frutos do mar... realmente, somos um povo xenófilo. Coloco aqui, mais uma vez, a campanha da alimentação local. Estamos na época da tainha, conseguimos tainha fresca bem fácil, um espetáculo!

Ontem comprei duas tainhas frescas inteiras, deu menos de 02 quilos. Delas tirei 04 filés e aproveitei para fazer um litro de fumet de peixe com a carcaça. Congelei em porções de 250 ml (quando precisar de caldo de peixe, está lá, prontinho).

Hoje nosso almoço foi bem leve, uma delícia: tartare de tainha sobre folhas de rúcula e filézinho de tainha grelhado ao molho de iogurte, cebolinha e hortelã, acompanhado de arroz aromatizado com alecrim. Compartilho a receita do tartare, que preparei na véspera.

300 gr de filé de tainha fresco (do supermercado)
Suco de um limão (daqui do sítio)
1/2 cebola bem picadinha (da feira ecológica)
10 folhas de manjericão bem picadinhas (daqui do sítio)
40 ml de azeite de oliva (do mercado público)
Sal marinho (da feira ecológica)
Pimenta do reino (do mercado público)
Rúcula (daqui do sítio)

Cortar os filés de tainha em cubos pequenos. Misturar a tainha com o suco de limão, as folhas de manjericão, sal, pimenta do reino, azeite de oliva e deixar na geladeira por, pelo menos, 30 minutos. Como o Deva é meio cabreiro com coisas cruas, fiz de véspera para o limão cozinhar bem o peixe. Forar um prato com as folhas de rúcula, colocar o tartare enformado no centro e finalizar com azeite de oliva e pimenta do reino.

Abaixo compartilho uma foto do prato principal do dia. :)

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Coelho Orgânico Braseado

quarta-feira, 27 de abril de 2011

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Hoje eu fiz uma receita que ficou uma delícia. Nosso vizinho que vende ovos orgânicos na feira cria coelhos. Estava com um coelho dele congelado, resolvi me aventurar hoje. O cardápio foi: coelho orgânico braseado, arroz, vermelho e purê de berinjelas daqui do sítio. Abaixo a receita do coelho.


2,750 kg de coelho com osso orgânico (do vizinho)
30 ml de óleo de girasol (do supermercado)
100 gr de bacon (do supermercado)
100 gr de cenoura (da feira ecológica)
100 gr de cebola (da feira ecológica)
20 gr de alho (da feira ecológica)
100 ml de extrato de tomate (do supermercado)
30 gr de farinha de trigo (da feira ecológica)
100 ml de vinho tinto (do supermercado)
1000 ml de fundo bovino (feito com ossos aqui no sítio)

De véspera, marinar o coelho em vinho, sal, pimenta, alho.
Aquecer uma panela grande e colocar o óleo. Selar o coelho e reservar. Colocar o bacon na panela e deixar derreter a gordura, acrescentar a cenoura, a cebola e deixar dourar. Colocar o alho bem picadinho. Depois de dourar, acrescentar o extrato de tomate e deixar secar. Acrescentar a farinha de trigo e refogar. Deglacear a com o vinho tinto. Adicionar o fundo bovino à panela e o coelho. Deixar cozinhar até que fique macio. Durante o cozimento, ir tirando a espuma e gordura que se formam na superfície da panela. Na finalização eu coei o molho, pois tinha usado aparas de cenoura, além disso, deixei mais ralo do que o ponto nappé, mas ficou uma delícia.

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Machão de Avental - honrando o legado da família!

domingo, 24 de abril de 2011

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Estou me ensaiando há algum tempo para mais um post. É um daqueles que merecem uma parada tranquila e grande dedicação no resgate da história. Como o blog e nossas experiências no sítio se propõem a trabalhar com culturas locais, nada mais óbvio do que ir resgatando devagarinho a nossa própria cultura, através das nossas origens. Já falei um pouco das minhas queridas avós, resgatei algumas histórias. Hoje falarei de uma influência mais direta: meu querido pai. Tenho relido o livro que ele escreveu durante a década de 80 e editou em 1992: o “Machão de Avental”.

Cresci em uma casa onde minha mãe dominava o dia-a-dia da cozinha. Era ela a responsável por garantir a rotina de refeições e buscar a nutrição básica daquela turminha em pleno desenvolvimento.

No fim de semana a história era outra, entravam em ação as investidas do pai da família, as experiências e a criatividade que muitas vezes brincavam com os paladares juvenis nem sempre muito dispostos a encarar novas e inusitadas experiências. Acho que daí nasceu minha disposição de provar de tudo, sem o menor pudor. Comi mondongo ainda criança, conheci sushi antes mesmo de entender de onde vinha e o que seria o peixe cru. Cresci em casas onde as cozinhas eram locais super preparados para qualquer batalha: panelas de todos os tamanhos e tipos, utensílios para o que se necessitasse e cada um tinha seu berço de descanso planejado, com facílimo acesso. Cada detalhe da cozinha era bem pensado. Tenho ainda hoje heranças desta época: uma panela de barro maravilhosa onde muitas vezes vi um barreado passar a madrugada no fogão deixando a casa com um leve aroma das folhas de bananeira cozidas; algumas panelas da minha avó; uma panela de ferro com um metro de diâmetro (um sonho de panela!)...

A boa mesa fez parte da minha vida e talvez por isso sinta tanto conforto com uma boa comida.

Agora que estou estudando as bases da cozinha e olhando mais atentamente para os detalhes de um universo tão específico, me dou conta que ele não era tão desconhecido quanto imaginava. Vejo que estavam no trivial coisas não tão triviais assim. Cresci comendo 'velouté', cresci comendo medalhões ao ponto absolutamente perfeitos, cresci em um laboratório de muitas experiências.

Estamos em 2011, coloco no Google uma palavra e recebo centenas ou milhares de respostas. Imagino que nas décadas de 70 e 80 não devia ser assim. Buscar as bases da cozinha sem ter acesso às informações mínimas devia ser complicado. O livro “Machão de Avental” nasce do propósito de compartilhar este mundo que vai sendo desvendado através de muitas pesquisas e experiências. Hoje, com ele na minha mão, vejo que muito do que estou aprendendo está aqui, na minha história. Minha irmã pensou em fazermos uma re-edição do livro escrita a seis mãos (nós duas e seu autor). Mas me pergunto, o que é o Blog senão uma mídia moderna com o mesmo propósito? Um ambiente para compartilhar as experiências do sítio e da cozinha.

Sinto-me grata ao me deparar e reconhecer este legado e brindo esta gratidão compartilhando as palavras escritas na contra-capa do livro:
“Decidi escrever esta pequena contribuição aos
atuais e futuros amantes da culinária. Àqueles
que, como eu, cozinheiros bissextos, adentram o
santuário sagrado onde reina o fogão, com aquele
ar de Portinari, prestes a pôr em execução mais
uma obra de arte que sua criatividade acabou de
dar à luz.”
Carlos Aristides Magnus – Machão de Avental

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Batata Berny

sábado, 23 de abril de 2011

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Eu prometi colocar a receita da Batata Berny aqui no BLOG. A foto que tenho não é das melhores, mas, como a receita é muito boa, coloco com esta foto e em outra ocasião atualizo com uma melhor.

01 kg de batatas (da feira ecológica)
03 ovos caipiras (do vizinho)
40 gr de ghee - ou manteiga (daqui do sítio)
Sal marinho (da feira ecológica)
Noz moscada (do mercado público)
Farinha de trigo (da feira ecológica)
Amêndoa sem casca triturada (do mercado público)

Fazer um purê da seguinte forma. Descascar e cozinhar as batatas. Passar em um esmagador de purê. Ainda quente acrescentar 03 gemas, sal, noz moscada e o ghee. Misturar bem até ficar uma mistura homogênea. Fazer bolinhas como brigadeiro. Passar na farinha de trigo, nas claras e, por último nas amêndoas trituradas. Levar ao forno médio (180 graus) até ficarem douradas.

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